quarta-feira, 10 de junho de 2009

SOLTEIRA E FELIZ NO DIA DOS NAMORADOS



Já virou tradição. Todo 12 de junho eu me presenteio, já que namorar que é bom eu não faço há ‘alguns’ longos anos rsrsr. Só que eu tenho um predicativo que os gestores de RH amam ouvir em entrevistas: uma atitude positiva e pró-ativa diante de situações ‘desfavoráveis’. Sendo assim, ao invés de ficar maldizendo a data ou invejando a garota feia, burra e chata que tem um namorado perfeito, eu concentro as minhas energias em mim. O dia dos namorados é mais um dia em que eu ‘me dou’ presente, simples assim!

É engraçada a nossa capacidade de transformar coisas bacanas em coisas angustiantes... Gente, não ter namorado (diferentemente da ironiazinha que fiz no primeiro parágrafo) não é ruim. Essa idéia de que todo mundo tem que estar junto de alguém o tempo todo é um complô da mídia e do cartel de buffets e de estilistas que desenham vestido de noiva! Huahuauha! 

Brincadeiras à parte, o que é péssimo ,de verdade, é ficar com sentimento de ‘lacuna’ por não estar namorando. Nós já nascemos completos. Casamento e filhos chegam à nossa vida para torná-la ainda melhor, mas não significa que
SÓ seremos completos quando eles chegarem. Então vamos curtir a solteirice, minha gente! É uma delícia pegar um buzão e ir a uma cidadela de interior munida de uma câmera fotográfica e de muita cara de pau! É bacana ir ao teatro ver aquela peça de sacanagem que é melhor assistir sozinha mesmo... É muito legal pegar um guia da cidade, escolher uma das exposições e aventurar-se sozinha a uma delas! Cineminha sozinho também é legal! Ah, e a praia? A sensação de liberdade e paz quando você toma aquele banho de mar, senta-se na areia e ficar olhando para aquele monte de água sem fim... 

Para nós, mulheres, em especial, há um gostinho maroto de independência ao pegar um avião sozinha sabendo que o papai e a mamãe estão em casa e quando chegarmos seremos nós por nós!

É massa namorar, mas também é 10 ser solteira e gostar da própria companhia! Acredite! Não estou fazendo apologia à
solidão way of life. Não é isso, eu só acho bacana curtir TODAS as fases da vida, inclusive valorizando aquelas nas quais estamos sozinhos. 

Fora as histórias para contar. Olha só eu, por exemplo, vou contar para meu filhos que antes de conhecer o pai deles eu curti muito e quando a professora pedir a eles que façam uma redação e o tema foi “mamãe” eles vão escrever assim: a minha mãe tem uma tatuagem de dragão nas costas que fez com 21 anos e quem significa força. Ela estudou educação física, mas parou no meio do caminho e não se arrependeu de começar tudo de novo. Ela é jornalista, psicóloga (minha próxima faculdade) e estudou para ser professora de educação infantil. Depois ela conheceu o meu pai e eles trocaram várias experiências e começaram a fazer experiências juntos, aí eu e a minha irmã nascemos (quero ser mãe de um casal de filhos). Tá vendo como é bom convivermos bem com nós mesmos??? Olha no que pode dar!

Ah, isso sem contar com os amigos queridos! Como esquecermo-nos deles? Nossas companhias nas piores e nas melhores horas são esses maravilhosos seres que tornam-se agregados da nossa família. E falando em famíia, sabia que eu pego um cineminha e um teatro com o meu irmão, a minha tia e a minha mãe? E é muito legal, viu? O único inconveniente é que geralmente as pessoa pensam que eu sou namorada do meu irmão, reduzindo muito as chances das garotas se aproximarem dele... rsrsr

Olha só quanta coisa tem para curtir sem namorado! Não entendo porque tem gente que ainda reclama de ser solteiro... Eu confesso que às vezes o faço, mas passa tão rápido... 
Portanto, quem está namorando, se está feliz, curta pra valer! 
Quem não está namorando, curta-se a valer! 
Essa é a ordem do dia 12! 

Dê-se presentes, valorize-se porque é legal gostar de si mesmo e apreciar a sua própria companhia! Acredite, não há companhia melhor do que a sua!  Além de todas as beneficies já citadas, curtir-se te prepara para futuras relações, sabia? Deixa a auto-estima em dia e faz um bem danado! 

Bem, o que será que vou ‘me dar’ no ano que vem? Vai ser difícil me superar... O presente que eu ‘me dei’ este ano foi fod@ com o perdão da expressão!

Ou quem sabe até dia 12 de junho de 2010 eu tenha encontrado o meu inteiro...

Mas e você, solteiro de plantão, o que vai "se dar" de presente neste dia dos namorados?

PS: O meu presente (antecipado porque sempre preferi comemorar antes a comemorar depois) foi um salto de pára-quedas que aconteceu no domingo passado, dia 7 de junho. Eu fotografei e filmei, mas o vídeo está em uma produtora sendo reduzido e adaptado ao formato compatível ao youtube. Na semana que vem eu o posto aqui, por hora, ficam só as fotos mesmo!

domingo, 26 de abril de 2009

MAS QUE COISA, QUANTO MAIS EU REZO, MAIS FASTASMAS APARECEM!!





Há um tempinho atrás eu estava no aniversário de uma amiga em um bar perto da Paulista. Amo aquele lugar, e em boa companhia então... Bem, bar é um ambiente propício à paquera, mas eu realmente estava lá para curtir com a galera da facul, pessoas que eu simplesmente amo!

Havia um cara bebendo com um amigo, e ele começou a olhar, e olhava, e olhava... Entramos porque começara a chover. E quem vem lá de longe? Ele mesmo. Sentou-se em um canto com o tal amigo e continuou com os olhares furtivos.

Era uma segunda-feira e como havia muita semana pela frente, às 22hs dividimos a conta e quando nos dirigíamos ao caixa eu senti umas mãos na minha cintura. Era o tal. Eu tenho reações estranhas quando fico nervosa, mas a predominante é a crise de riso. A minha galera começou a me aloprar e tirar fotos por enquanto o cara vinha na ladaínha idiota “Você não vai me dar o seu telefone?” com aquela cara de galã de cidade de interior... 

Oh, my!

A minha vontade era dar uma joelhada no saco dele _eu disse que tenho reações estranhas quando estou nervosa_, porque além de ser um pouco tímida (embora não pareça) eu detesto quando uma pessoa que eu não conheço toma esse tipo de liberdade. Detesto mesmo, não sei o que acontece comigo, mas eu simplesmente odeio gente que chega ‘pegando’. Aff...

Mas foi uma situação tão atordoante, mas tão atordoante... Ele pegando na minha cintura, eu soltando a mão dele, eu olhando para a galera que ria e tirava fotos e tentando me soltar daquilo que parecia mais uma lula com mil tentáculos do que um homem... Por fim o cara conseguiu o meu celular fácil, fácil... Tudo bem, era só um celular. Era só eu desligar e pronto.

Depois de uns dez minutos de encenação teatral da cantada e muitas gargalhadas (inclusive minhas, porque esse pessoal da facul é realmente muito engraçado e criativo) chegamos ao metrô. Estávamos conversando, e não mais que de repente alguém invade a roda. Era ele! Siiiiiiim, o cara tinha todas as estações, todos os vagões e trens do mundo, mas ele entrou na minha estação, no meu trem e no meu vagão e invadiu a minha roda de amigos! Oh shit!

CILADA!

Bem, esse era um sinal, ou o cara era persistente, sei lá. Fato é que ele chegou, ‘tomou de assalto’ (como diz o meu amigo Brunão Oliveira) e simplesmente invadiu a roda de conversa com um pulo. Ele deve ser fã do Homem-Aranha. É claro que os meus amigos se distanciaram e mais uma vez eu fiquei numa saia justa. Primeiro porque o cara queria que eu justificasse o fato de meus amigos terem se afastado (say what???) e depois porque ele veio com umas idéias meio fracas do tipo “Você sempre sai às segundas-feiras?". A resposta não foi lá muito gentil “Não, só quando algum amigo faz aniversário”. Réplica clichê: “Eu estou te incomodando?” Tréplica mais clichê ainda: “Não, ‘magina’... 

Salva pelo sinal sonoro do metrô. Ele saiu e o pessoal me aloprando mais ainda... Bem fato é que ele me ligou duas vezes e eu não quis atender mesmo. Acabei de sair de uma paixão não correspondida que mexeu bastante comigo e não quero mesmo me envolver agora. Acho que vou demorar para gostar de alguém... Well, ele continuou insistindo, e como a minha última queixa em relação à ala masculina foi relacionada à falta de atitude, resolvi dar uma chance. Que sabe, né?
 

Bonitinho, mas Ordinário 

Fato é que depois de duas ligações eu vi q o Clark Kent era bonitinho, mas ordinário. Parecia ser bonzinho, mas sem atitude, não para relacionamentos, mas para a vida, o que é pior. Sabe o que significa isso? Aquelas pessoas que passam boa parte da vida fazendo uma coisa da qual não gostam,  querendo várias outras e não indo atrás de nenhuma delas. Cheguei a essa conclusão depois a segunda conversa quando falamos sobre sonhos, gostos e tals.

Depois de relacionar as várias cabeçadas que eu dei até chegar onde estou _no começo da minha vida já que ainda falta muito para chegar onde quero, mas estou a caminho, me aguardem!_ ele relacionou as dele: teve uma banda da qual desistiu (até aí dá até para entender), disse também que trabalha com departamento financeiro, mas que quer mesmo é fazer arquitetura em uma dessas faculdadezinhas fáceis de passar no meio do ano (palavras dele).

Aí eu pude entender porque o nosso papo não fluía. Esse negócio e querer qualquer coisa que seja mais fácil não tá com nada, aliás, gente assim não ta com nada! E vai que ele acha que sou como as coisas da vida dele: só servem as fáceis porque as difíceis dão trabalho...

Depois dessa conversa ele me ligou mais duas vezes e eu não atendi, aí ele enviou um email perguntando se eu não queria falar com ele e não teve resposta. E para bom entendedor meia palavra basta, não? Eu faço parte do ‘ramo difícil da vida’, por isso não sirvo para ele e nem tão pouco ele serve para mim.

Faço minhas as palavras da Amy Whinehouse para essa cara:
No, no, no!