terça-feira, 24 de abril de 2007

OLHA O MACHO, OLHA A FÊMEA, 'TÁ' TUDO FRESQUINHO...



- Posso te beijar como eu quiser?
- Beijo na testa, selinho ou beijo cinematográfico?
Você teria coragem de dizer isso? Há gente que tem, e em rede nacional! Ai que vergonha!

Esse é o script de um dos vários programas de relacionamento que invadiram as emissoras de TV. Ah! Deixe-me contar o desfecho da pergunta.

A pessoa, homem ou mulher, diz se aceita o beijo, escolhe o tipo, e: lá vai! O pretendente sapeca o beijo (na testa, selinho ou cinematográfico, conforme a escolha) ao som de Tony Braxton, cantora de único hit, e que inclusive foi trilha sonora de novela das oito, Unbreak My heart (baixe na net, você vai entender o que eu estou falando). Tudo isso acontece atrás de um tapume cor-de-rosa. As luzes são apagadas para ‘dar o clima’.

Mas, antes do beijo, o casal tem que conversar. Sabe aquele papinho... de onde você é, o que você gosta de fazer... tudo isso atrás daquele tapume, com as luzes baixas e em rede nacional (será que eles pensam ter alguma privacidade?). Eu fiquei com vergonha de assistir.

Mas há piores. Em outro programa de ‘caça’, as pessoas têm que desfilar (é isso mesmo que você leu, elas e eles desfilam) para seus pretendentes dizerem se gostaram ou não do ‘material’. A escolha acontece apertando o botão verde ou vermelho.

Neste mesmo programa há outra forma de apelar. É a paquera por telefone. Alguns homens e mulheres se empuleiram em um sofá esperando ligações. A cada ligação recebida, o candidato acumula 50 reais. Novamente as mesmas perguntas: o que você faz, de onde você é, etc. Mas, há alguma coisa errada. As pessoas sentadas no sofá são muito bem apessoadas para estarem se submetendo a esse mico, ou melhor, gorila. E segundo: as pessoas que ligam, principalmente as mulheres, parecem garotas de tele-sexo. Muito desenvoltas para quem está conversando pela primeira vez com um pretendente, e ainda, em rede nacional.

Mas, continuando a narrativa, há também aqui outro script a ser seguido. O sujeito ou a fulana que recebeu a ligação se despede dizendo: “Eu ganhei R$50,00 por sua causa (é assim mesmo que eles falam), o que você quer que eu faça para você? Eu posso cantar, desfilar ou dançar. Dá para acreditar? (até rimei!). A pessoa ao telefone escolhe e o (a) pretendente sobe para um palco quase tão brega quanto o programa para realizar o pedido. É deprimente!

Só um adendo: uma das candidatas era professora de pré-primário. Ela estava com uma saia cinto, daquelas que acabam no mesmo lugar onde a bunda acaba. O cara ao telefone pediu para ela dançar e, adivinha: a garota dançou virada para a câmera e se prestássemos atenção, poderíamos ver ate o útero dela! Você já imaginou se seu filho tivesse aulas com uma professora dessas? Bom, deixa para lá!

Eu não sei o que é pior. Se é a bizarrice exibida na tela, ou se é a curiosidade mórbida de quem assiste a esses programas, como eu.

É claro que devemos desconfiar da veracidade dessas representações, mas há sim pessoas que vão a programas de TV para ‘arrumar’ namorado. Na minha sala da faculdade mesmo há um carinha que participou de um desses programas, e, é claro, virou o assunto predileto de muita gente... Mas espera aí, quase todas as emissoras têm um programa desses, e em uma delas, a tarde de sábado é inteiramente dedicada à atividade de caça predatória de humanos a perigo.

Isso tudo é carência, é necessidade de aparecer, o que é isso?

Continua...

3 comentários:

Elmo SR disse...

o melhor de tudo é a boneca/robô do Marcio Garcia... rolo de rir...

Natália disse...

Deeeeee,

nunca tinha entrado no seu blog! MUUUITO legal! parabéns! você escreve bem pra c%&*@#&!!!

e esses programas de xaveco são uma comédia!

bjão, tudo de bom sempre!

Elaine disse...

Ahhhhhhhhhhh...

Assisti uma ou duas vezes um desses programas e ri muito. Como vc disse, será que tudo isso é carência ou necessidade de aparecer? Quem sabe? Talvez os dois!

Beijão e saudade
LAN